Entenda porque música e drogas combinam tanto

 As relações entre música e drogas foram sempre existentes. Inclusive, talvez alguns gêneros musicais nem existiriam sem drogas como LSD ou MDMA. Não bastasse a inspiração que alguns artistas revelam ter a mais com o uso de substâncias diversas, tais relações aparecem, também, nas letras. Versos que explicitam o uso, a boemia ou até mesmo a dependência não faltam. No entanto, a poesia não se limita à psicodelia. Drogas como anfetaminas, cocaína, heroína não são raras neste universo.  Muitos sabem que ouvir música chapado deixa a melodia mais interessante. Pesquisas recentes, porém, relataram que não é todo tipo de cannabis, por exemplo, que produz este efeito. Há um balanço necessário entre o THC (tetraidrocanabinol) e outros canabinoides. Mas isso fica para depois.  A princípio, pesquisas apontam que as drogas mexem com o sistema hormonal, liberando e estimulando a produção de serotonina e dopamina, assim como as melodias. Dessa forma, diferentes drogas induzem a diferentes sensações. O LSD, psicodélico clássico dentro da música, induz o indivíduo a sentimentos de maravilha, transcendência, poder e ternura. O ácido também leva imagens visuais maiores e de maior valor significativo à área musical do cérebro que corresponde à inspiração. Leia também: Os efeitos do LSD no cérebro  Os estilos musicais têm, geralmente, seu par perfeito. Anfetaminas são associadas a músicas rápidas e com sons repetitivos, assim como os efeitos desta droga. MDMA leva, consigo, movimentos repetitivos e um prazer a cada membro corporal mexido durante uma dança. Não limitado à alternatividade, o uso de drogas se faz presente – em sua maioria – na música popular. No entanto, vale ressaltar que não há relações diretas entre drogas e música, apesar de ambos serem formadores de grupos com opiniões políticas e sociais semelhantes. As culturas se assemelham tanto nas drogas quanto na música, mas não há relação alguma de causalidade entre as duas. 

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