Projeto Mars One: Startup que prometia colonizar Marte está oficialmente falida!

 Não, não é comercial de nenhuma nova série da Netflix, embora já tenha gente chamando o projeto Mars One de o “Fyre Festival das Galáxias”. Mas vamos começar a história do início: Em 2011 Bas Lansdorp, um empresário holandês, fundava a Mars One Foundation que tinha como objetivo estabelecer uma colônia humana em Marte. A ideia inicial era realizar toda a operação de montagem da colônia e transporte (com passagem só de ida) dos passageiros sem financiamentos governamentais ou de bilionários excêntricos. A brilhante ideia de Lansdorp foi buscar auxílio financeiro nos grandes estúdios de TV, no intuito de vender uma espécie de reality show que aconteceria desde o momento do lançamento dos foguetes até o estabelecimento da colônia e de seus membros, que não tinham expectativas de retornar à Terra. Desde 2015, a Mars One convoca voluntários a participar da colonização de Marte. Aqui mesmo, no Brasil, a notícia chamou muita atenção e até virou meme na época. Ao longo dos anos foram selecionados 100 exploradores de todas as partes do mundo, em 2016 foi divulgado pela mídia que a rondoniense Sandra Feliciano da Silva era uma das finalistas do programa. Explodiram rumores de que a seleção de exploradores os obrigava a testar suas habilidades de sobrevivência e, pasmem, passar alguns dias no deserto com o modo sobrevivência ativado. E foi a partir daí que o mundo começou a duvidar do projeto. Joseph Roche, P.h.D em Física e professor do Trinity College’s School of Education de Dublin e candidato ao processo de seleção do Mars One disse a revista Matter. Segundo Roche, “os selecionados ganham pontos por passar em cada etapa do processo de seleção de maneira aleatória, não há como ganhar mais pontos sem comprar mercadorias da Mars Foundation ou doando dinheiro a eles”. Desde o começo o projeto levantou suspeitas pela diferença de cifras entre a produção de um reality show multimilionário e uma corrida espacial.  No dia 15 de janeiro o governo suíço declarou a Mars Ventures, divisão da Mars Foundation que captava recursos para a expedição, como uma empresa falida após valer cerca de U$100 milhões. A filial britânica também não escapou, sendo listada como empresa decadente possuindo um patrimônio de apenas £20 mil. Parece que o sonho de pisar no planeta vermelho terminou… Pra quem estava na fila de espera, restou somente esse vídeo demo do titio Lansdorp:          

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