O tabaco e a redução de danos: primeiros passos

 
 
O tabaco e a redução de danos: tabu
 

Sabemos que o tabaco e as substâncias que nele existem são extremamente prejudiciais à saúde humana. Principalmente a nicotina que é uma substância estimulante do SNC, assim é indispensável a discussão de redução de danos, pois, toda e qualquer pessoa tem a liberdade de usar as substâncias que quiser e o direito de saber quais são os efeitos no seu corpo e as medidas a serem tomadas para reduzir os impactos sobre sua própria saúde.

 

Tabagistas podem ser viciados quimicamente ou psicologicamente, ou simplesmente podem não querer deixar de fumar seu cigarro por motivos pessoais. Não cabe a mim nem a ninguém julgar qual substância poderia (ou não) ser tragada.

 

Outro ponto em que venho expressar minha opinião é a infeliz “seleção de assuntos” quando vamos debater redução de danos. O tabaco é a substância mais demonizada e desprezada de toda a roda de conversa, mas por quê? Porque é um símbolo capitalista! Mas devemos nos atentar a não ser tão hipócritas quanto os proibicionistas. O tabaco é uma droga legal de amplo uso (infelizmente) diante da população mundial, portanto, deveria ser uma das primeiras substância a serem fomentadas em uma roda de discussão sobre redução de danos. Não estou aqui incentivando o consumo, mas sim tentando assegurar mais qualidade de vida aos tabagistas.

 

Trocando o tipo de cigarro

 

Existem diversos tipos de cigarros e muitos fumantes preocupados com a saúde tendem a trocar o cigarro por outros de “baixos teores”. Assim, compram a ideia de que estes seriam menos prejudiciais (pratica encorajada pela indústria do tabaco).

 

Acontece que, para medir o nível de alcatrão as indústrias utilizam-se de máquinas que fumam o cigarro artificialmente. Para a produção de cigarros com teores mais baixos, desenvolveram-se filtros com furos externos especializados em “diluir” a fumaça do cigarro com ar, deixando passar assim menos alcatrão, monóxido de carbono e também nicotina. 

 

Desta forma, cigarros de baixos teores podem resultar na mesma armadilha da diminuição de cigarros diários. Os usuários, inconscientemente, tendem a tragar mais profundamente o cigarro ou mesmo alterar seu hábito, fumando mais cigarros que de costume para suprir o déficit de nicotina em seu organismo. Isto resulta em pouca (ou nenhuma) redução de danos.

 

Tabaco não fumígeno

 

Existem duas formas de se utilizar o tabaco não fumígeno: aspirando ou mascando. Na Suécia o tabaco oral úmido (conhecido como “snus”) vem sendo utilizado por homens por várias décadas. Os riscos para saúde relacionados ao uso deste produto parecem ser extremamente pequenos, quando comparados aos do cigarro. Estima-se que sejam amplamente usados por fumantes como uma alternativa aos cigarros, contribuindo para a baixa prevalência total de fumantes e doenças relacionadas ao tabagismo na Suécia.

 

Deste modo, os Snus e outros produtos orais do tabaco não fumígeno, atualmente desenvolvidos por algumas companhias, poderiam proporcionar uma alternativa viável ao tabagismo para muitos fumantes, proporcionando ganhos substanciais para a saúde.

 

Leia e aprenda mais sobre redução de danos.

 

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